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Reportagens CTLX
O CTLX aposta na cobertura de vários eventos ligados ao universo do terror.
FRIGHTFEST 2006
24.08.06 / 28.08.06 - Londres - Reino Unido Texto|
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I. O Santuário do Terror

FrightFest 2006
Depois de diversas incursões pelo Festival de Sitges na Catalunha (ver resportagens SITGES 2003 e SITGES 2004 nesta secção), 2006 foi o ano em que foram reunidas todas as condições para que o CTLX marcasse presença na mais importante celebração cinematográfica de terror britânica, o FrightFest de Londres.
Nascido há 7 anos, tem vindo a consolidar a sua posição dentro do roteiro do Méliès D'Or, apesar de não ser propriamente um festival mas mais uma mostra. E é precisamente aí que reside todo o seu apelo: trata-se de um acontecimento organizado por e para fãs do género, estratégia que fideliza um público e ao mesmo tempo chama até si todos os criadores injustiçados pelo sistema de distribuição comercial e pelas selecções dos chamados festivais de cinema "sério".

Portanto, toda a gente se sente em casa: o público que pode conversar horas a fio sobre filmes de terror sem que ninguém o julgue e com pessoas que partilham os seus gostos; e os realizadores, que para além de estarem perante o seu verdadeiro público, têm uma hipótese de mostrar os seus filmes. Este ambiente é mesmo único, e ao passar pelo Odeon West End Cinema sente-se no ar essa comunhão a que a arte deveria aspirar sempre. Sem prémios, nem competição, apenas um grupo de pessoas interessadas em filmes de terror que resolvem partilhar filmes à sua escolha, entre obras recentes e clássicos, com todos aqueles que não têm oportunidade de ver no grande ecrã as melhores obras de terror que se fazem no mundo. No site do Frightfest, um dos co-organizadores dá o mote para o verdadeiro significado deste tipo de convívio através de um número de regras que passo a resumir:
  • não usar telemóveis na sala nem conversar como se estivesse sozinho;
  • não ter medo de meter conversa com qualquer pessoa porque estão todos ali sob a influência de um desejo comum e universal;
  • no fim da projecção, discutir o filme mesmo que seja de forma bastante descontrolada;
  • e acima tudo, fazer o máximo por se divertir.
Foram quatro de dias inesquecíveis, onde para além dos organizadores, onde destaca a presença de Alan Jones, autor do recente guia da Rough Guide de cinema de terror (ver artigo na Webzine CTLX, The Rough Guide Guide to Horror Movies), privámos da companhia de realizadores desconhecidos e nomes sonantes do meio, como foi o caso do convidado de honra deste ano, o mexicano Guillermo Del Toro.
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